poder ver um animal sem dono e faminto nos teus olhos, enterrada a alma das tuas palavras e confiar no mundo às apalpadelas, onde cabem os sustos das crianças de cobertor a tapar o mundo. 
estarei sozinha, sim, passeando nos mapas desertos da tua profundidade, dominante como uma estrela que pára a queda e não mexe um ponteiro iluminado.
eu sei sobre a boca aberta da noite e sobre o seu envolver esmagador.   


Rute Castro

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